6 de mai de 2013

A vida em cor de rosa

Fico pensando o quanto a internet deve ajudar a construir sonhos, trazendo histórias legais e de sucesso, gente que fica rica aos 16 anos, pessoas que aprendem coisas novas sem sair de casa. "O milagre da tecnologia".

E claro, não sou nenhuma Pollyanna, sei que o número de pessoas deprimidas deve ter só aumentado desde que as redes sociais se popularizaram ao redor do mundo. Desde fãs frustradas por não ter seu tweet respondido por seu ídolo até senhoras que clicam no prêmio de milhonésimo acesso e "ganham" um vírus que acaba com o computador delas.

Assim como na vida real, a vida virtual é cheia de tristeza, tragédia, sofrimento... Mas o bizarro é que a maior parte da tristeza online é causada pelo simples motivo de você não ter a vida que gostaria de ter. E eu digo isso com total propriedade.

Eu sei que a maioria das pessoas parece ser mais do que realmente é e sei que eu mesma causo alguns sentimentos não muito nobres em algumas pessoas, mas isso é algo que veio com a "vida virtual", portanto um novo trauma a ser tratado pelos especialistas e superado por nós, meros humanos com subvidas sem graça.

A exposição online é uma opção e as pessoas geralmente optam por mostrar o que está acontecendo de melhor, mais legal, mais relevante. Isso não significa que tudo está perfeito. Eu sei que tem gente que não liga se a vida do outro vai bem ou mal, mas, a partir do momento que você perde seu tempo num Instagram, Twitter ou Facebook alheio, você deve colocar este filtro em sua mente antes de se contaminar pela fúria maligna da inveja, frustração ou recalque.

Eu estou aprendendo isso a duras penas, vivendo na Europa onde tudo poderia ser melhor, se... se tanta coisa que eu não tenho nem vontade de escrever aqui. Fiquemos apenas com a parte boa, essa vale a pena ser falada.


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