4 de set. de 2008

Novela da vida real

Só pra informar, agora o Novidaids vai trabalhar apenas pra contar histórias reais de pessoas anônimas com as identidades preservadas. Eu dramatizarei pra tudo ficar mais interessante, afinal, a vida dos outros sempre atrai atenção, mas nem sempre é mais legal que a nossa.

Hoje vamos falar de Adriana, uma moça sonhadora nascida no interior. Adriana veio de uma família pobre, porém honrada, de uma cidade do interior de Minas Gerais. Adriana nunca teve muitos amigos, pois era retraída e não socializava muito fácil, tinha uma dificuldade tremenda devido a sua timidez. Os pássaros, coelhinhos, porquinhos e todos os bichos possíveis na cidadezinha eram os melhores amigos de Adriana, praticamente a Branca de Neve. A vida da garota mudou totalmente quando seus pais se separaram e ela foi morar com o pai, e a irmã com a mãe. É uma história complexa que eu contarei em outra oportunidade, senão a história que eu gostaria de contar vai ficar coadjuvante. O pai de Adriana se mudou para outra cidade com ela, que mudou de escola, não tinha mais os bichinhos como companheiros. Tudo mudou. Finalmente Adriana se forma na escola e entra na faculdade, onde começa a beber e assim larga a timidez de lado. Faculdade é assim, né, quem nunca fumou, fuma. Quem nunca bebeu, bebe. Quem nunca trepou, trepa. Quem já fazia isso antes, faz em dobro. E assim Adriana conheceu várias pessoas e começou a viver várias histórias que eu contarei em outra oportunidade, senão a história que eu gostaria de contar vai ficar coadjuvante (sim, a vida da Adriana é muito interessante. Vou fazer um livro sobre ela). Adriana vê que a vida do interior não é legal o suficiente pra loucura dela e muda pra outra cidade, uma grande capital, na qual ela conhece apenas uns amigos que a hospedam na república em que moram.
As pessoas da cidade grande são bem diferentes, Adriana fica perplexa com a beleza da cidade, o ritmo diferente e a quantidade de coisas que há pra fazer numa cidade diferente. Ela começa um cursinho pra prestar outra faculdade, já que abandonou o curso que fazia no interior. No cursinho ela conhece desde nativos da cidade grande, até caiçaras e outros interioranos de outros interiores. Comunicativa, a Branca de Neve agora parece mais a Cher. Cheia de amigos, vai todos os dias para o bar, trocar idéias, conhecer gente nova, quem sabe uma baladinha depois?
Numa dessas bebedeiras, Adriana conheceu Julio, um cara super descolado, lindo, inteligente e gay (claro, como todos os homens interessantes do Brasil). Ficaram supoer amigos e iam juntos pro cursinho. A turma de Julio era babadeira, sempre com um role diferente, baladinhas mil, era uma coisa totalmente nova para Adriana.
Um dia Julio chama Adriana pra ver filme na sua casa “vai uma galera, vamos beber vinho, fumar uns e assistir filmes do Almodóvar”. Adriana hiperventilou com o convite, não ia dizer não NUNCA. Aceitou e depois da aula foi com a turma descolada para a casa de Julio. Mal sabia ela que essa história de ver filme poderia virar outro filme.
Chegando no apartamento de Julio, todos abriram as centenas de garrafas de vinho que haviam na casa, colocaram o DVD e começaram a ver, devia ter umas 7 pessoas na casa, Julio e mais dois caras, o resto tudo mulher. Entre elas, a inocente Adriana, que ainda guardava em si aquela Branca de Neve, o espírito interiorano, a pureza do Jeca Tatu.
Depois que o filem acabou, ligaram o som, estavam todos bêbados já, Adriana estava com sono, queria ir embora e Julio propôs que ela dormisse lá. Ela ficou mais aliviada e começou a curtir um som e esperar o sono bater mais forte. De repente, não mais que de repente, numa cochilada de Adriana, ela acorda subitamente e vê que todos na sala estavam nus. Seria uma pira? Será que puseram LSD na bebida de Adriana?
Não! Estavam fazendo uma suruba na sala e, percebendo que Adriana estava acordada, resolveram chamar ela pra participar! “Eu já comi todas minhas amigas, não tem problema, não há mal algum, tire a roupa”, disse Julio para Adriana, que deixou claro “não quero fazer parte disso, se te incomoda eu não participar, vou embora”. Julio disse que não tem problema, que, se ela quisesse, podia ir dormir no quarto que a putaria continuaria na sala. Adriana foi dormir no quarto.



No dia seguinte Adriana acorda com alguém batendo em seu rosto, era Julio! O dia já raiado, Júlio bate com sua bigola na cara de Adriana!!! Ela acorda “você ta me dando uma surra de pau mole na cara?”, Julio retruca “ai, é divertido, você não pegou mal não, né?”. Adriana explica que ela não tem nada contra suruba, mas que gostaria de ter sua integridade mantida, por mais que isso incomodasse aos outros, ela não queria entrar no trenzinho ‘da alegria’. Julio pede desculpas à Adriana, justifica seu ato dizendo que estava ‘muito louco’. Realmente, devia estar. Adriana, como moça boa do interior que é, perdoou o amigo, mas nunca mais foi ver filme na casa dele.

3 de set. de 2008

Novela da vida real

Mais uma vez voltando pra contar a desgraça alheia. Vamos falar de Cleide (nome fictício), uma garota sonhadora de São Miguel (zona leste de São Paulo). Cleide passou a vida muito depressiva pois era a filha do meio e seus irmãos sempre foram queridos, um por ser mais velho e o outro por ser mais novo. Ela era a esquecida, quase ninguém da família lembrava dela, só a mãe, às vezes, por ela ser menina. Cresceu assim, largada nas ruas da zona leste de São Paulo, convivendo com ratos, mendigos, lixo e forró. Quando tinha 16 anos, Cleide começou a freqüentar os bailes de forró da zona leste e aí começou a ter amigos, se sentiu querida finalmente, depois de anos de anonimato dentro de casa. Andando com a rapaziada do bairro, Cleide passeava pelas ruas de madrugada, pra voltar pra casa, sempre cambaleante de beber xiboquinha, e ninguém em casa reclamava, afinal ela era praticamente invisível.
Num show de Frank Aguiar, Cleide conheceu Jonas (nome fictício), um cara gente boa e animado. Ralaram coxa até as 6 da manhã, quando ele disse que levava Cleide pra casa dela em seu fusquinha. Cleide chegou em casa sublime, com o papelzinho com o número do orelhão perto da casa de Jonas, que ele pediu pra ela ligar as 9 da noite, que era a hora que ele chegava do serviço. Muito animada, Cleide comprou 5 fichas (na época não tinha cartão) e ligou às 9 da noite pro orelhão do Jonas. Ali começava uma história surpreendente que mudaria a vida dos dois.
Jonas e Cleide se viam direto, saiam sempre, começou um romance juvenil, Cleide no alto de seus 16 anos e Jonas com seus 23 anos, sempre indo de forró em forró, atravessando a cidade pra ir no CTN (Centro de tradições nordestinas), o fusquinha embalava o amor dos dois. Cleide estava tão feliz que finalmente sua família começou a reparar na existência dela, sua felicidade era radiante. A mãe perguntou qual o motivo de tanta alegria, Cleide disse “tô namorando, mammy”, a mãe dela hiperventilou com a boa nova, a filha enfim era uma pessoa e não um vulto na casa. Eu esqueci de falar, mas a Cleide tinha um melhor amigo, seu cabeleireiro e manicure, Ale. O Ale é aquela bichinha pão com ovo da zona leste, que ia na Broadway, na Overnight e nas baladinhas ‘clubber’ da zona leste. Ale tinha o cabelinho azul, usava roupa colorida e se achava the next fashion icon, a Cleide adorava fazer a unha com ele, porque aí ela se sobressaía das outras gurias do forró, com as unhas laranja, azul e seu cabelo vermelho cor de fogo, muitas vezes magenta, quando o Ale comprava a tinta italiana na galeria do rock e levava pra Cleide.
No aniversário de 17 anos da Cleide, a família decidiu fazer uma festa e Cleide chamou geral da zona leste e falou que seu namorado podia trazer quem quisesse também. Foi que foi, rolou um bailão que tocou forró, pagode e no fim o cd de músicas 80’s do Ale. Jonas bebeu demais na festa e dançou loucamente Abba, o que despertou desconfiança para a mãe de Cleide e seu irmão mais velho, que é cabeleireiro (mas não é gay). Cleide disse que não tinha nada a ver, que era o álcool que subiu. A mãe e Cleide perguntou “mas o Jonas já te comeu?”, Cleide, sem graça, respondeu “ele é um moço respeitador, eu sou virgem!”.
Passaram-se 2 dias e Cleide, encafifada, resolveu que queria meter com Jonas e começou a instigar o cara, aproveitando do fusquinha, pra eles irem ao motel. “Mas você é de menor, Cleide” – dizia Jonas. “A gente tá na ZL, aqui não pedem RG” – rebatia a moça. Começou aí a desconfiança de Cleide, por que será que seu namorado não quer come-la? Cleide desabafa com a mãe, que propõe que ele durma em casa com ela (que família moderna, NE?). Cleide convida Jonas pra passar a noite com ela em casa, ele cambaleia mas vai. Depois de muita mão naquilo, finalmente ele comeu a Cleide e ela se sentiu aliviada... Não era mais virgem e seu namorado não era gay.
Um dia Cleide vai pra um baile eletrônico com Ale, escondida do namorado. Ela não agüentava mais ir ao forró e descobriu que queria ser clubber, já tinha o cabelo e as unhas coloridas, era meio caminho andado. Na volta, toda malandra por ter saído escondida, resolve passar no boteco do seu João, duas ruas antes de sua casa, pra tomar uma água e comprar uma balinha pro bafo de pinga, afinal agora sua família sabia de sua existência e não admitiria uma menor de idade bêbada fazendo barulho em casa. Saindo do bar, ela resolve ir por uma pracinha, pra enrolar e chegar em casa menos bêbada. Quando ela vê o fusquinha de Jonas parado debaixo de uma arvorezinha. No escuro, ela agacha pra não ser vista e vai andando de mansinho até o fusca. Certeza que era do Jonas, será que foi roubado? Será que o Jonas está esperando por ela?
Quando ela olha dentro do vidro, está Ale, seu melhor amigo, pagando um boquetinho para Jonas, seu namorado. Ela não se contém e grita, acordando metade da zona leste com o grito. Os dois param e ela sai correndo. Ale corre atrás mas depois desiste, a moça está estarrecida.
Ela tenta entender, não consegue dormir, acorda a mãe dela e conta o que viu. No outro dia Ale passa lá, mas é posto pra fora pela mãe de Cleide, ele grita pra rua inteira ouvir “Foi depois do seu aniversário, ele que veio atrás de mim, a gente ia te contar”. Cleide vira motivo de chacota para a rua inteira, depois para o bairro inteiro. Ela mal podia sair de casa, ir à escola, pagar uma conta no banco sem que as pessoas a apontassem e falassem “ela foi traída pela moninha do fusca”. Depressão. Loucura. Depois de 2 anos de tratamento, Cleide conseguiu se reerguer, fez novos amigos, entrou na faculdade. Começou a freqüentar lugares mais dignos e até fez novos amigos gays. Cleide só conseguiu namorar alguém de novo 5 anos após esse trauma, um garoto 10 anos mais novo que ela, que a amava e obedecia como um filho. Ale e Jonas ficaram juntos por 3 anos, depois que terminaram, ambos ficaram amigos de Cleide, mas cada um no seu quadrado, pois terminaram muito brigados. Atualmente Ale se apresenta como Pandora Presley (nome artístico fictício) em uma boate gay no Largo do Arouche.

17 de jun. de 2008

Heaven shall burn

"Didi e Dedé voltam a se encontrar no Rio"


Zacarias e Mussum rasgando o cú sódiraiva em seus túmulos. Pois é, tem gente que vende a alma pro capeta, tem gente que vende a alma pro Anjo Trapalhão.

8 de jun. de 2008

Paola de Oliveira

A atriz resolveu virar piranha depois que Maurício Mattar largou ela e não avisou. Aí, pra sair por cima da carne seca, ela tem sido vista com affairs e indo pro baile sem calcinha de sainha.




E aí, Mau, qq C acha>>>

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3 de jun. de 2008