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25 de ago. de 2013

Nostalgia

No dicionário, podemos achar a definição de nostalgia como:
1. Tristeza profunda causada por saudades do afastamento da pátria ou da terra natal.
2. Estado melancólico causado pela falta de algo.

O que acontece comigo é um pouco diferente, pois eu tenho nostalgia por uma pátria que não é a minha natal. Creio que esse sentimento acompanha as pessoas que passaram algum tempo fora e gostaram. E não duvido que muitas pessoas que moram fora do país sentem nostalgia quanto ao Brasil.

Além da nostalgia pela pátria, eu sinto nostalgia pela falta de muitas coisas que eu tinha por perto e agora não tenho mais. Pessoas, objetos, bichos, situações, comidas... É tão complicado se adaptar que, quando você volta para seu país, é complicado entender como as coisas funcionavam. A experiência é o que fica como consolo e as lembranças dão a esperança de que você levou consigo um pouco de cada um que passou por sua vida.

O passado sempre tem coisas que não conseguimos esquecer, coisas que não queríamos que tivessem acontecido e coisas que a gente agradece ao tempo por ter passado. Quanto mais passado, menos dor, menos nostalgia, menos tristeza. É aquela coisa do tempo ser o melhor remédio. Deve ser. Por enquanto ainda sinto uma nostalgia imensa, uma saudade enorme de um lugar que eu fiquei meros 165 dias. Para acabar o post de uma forma bem-humorada, segue um meme sobre nostalgia:

E plus uma foto-nostalgia minha.

1 de ago. de 2013

Hell of a life

When you meet different people you kind of practice that old advice from your parents "be patient". Despite the fact that our parents were never that patient with us during our youth, you keep in mind that is really easier to be patient with strangers than with your own blood.

I know it has nothing to do with the text, but I just love this meme


I've met loads of people who prefer to be the center of attention and it demands a lot of patience from me. Specially when 80% of the people you know need to be the center of attention, whether they want to express their points of view so vehemently that they become even repetitive either to cure a problem of self-esteem that seems to have no end, but it is never admitted.

I am used to be the person that gives attention and not one who demands it. Sometimes it sucks because I feel like a co-star, a supporting-role. I have my own problems but I really don't want to make myself up over a person, I think sharing is caring, but egocentrism is making people boring, full of empty discourses and building stages for foolish plays about people that think they are not important but act like they own the world.

It makes me really tired of meeting people, even though I love to be around people. But the conversations are always like "me, myself and I" and, sincerely, I don't care about your fucking 'awesome full of stories that no one cares about' life. I care when you care about me. Enough of confessional.

15 de jun. de 2013

Nem tudo se resolve com programas sociais

Com as manifestações e as redes sociais bombando, tem gente finalmente saindo do muro e tomando partido para discutir política, criticar o governo e entender que a questão vai muito além da richa "PT X PSDB".

Claro que muitas pessoas ainda acreditam que algum partido vai se aproveitar das manifestações para crescer, mas quem tem o mínimo de QI sabe que não é bem assim. Agora o brasileiro vai pensar muito bem antes de votar. Na última eleição, muitas cidades tiveram mais da metade dos votos anulados, dando uma puta dor de cabeça para o TSE.

Seja como for, para aqueles que ainda acham que o povo é burro, chegou a hora de olhar com um pouco menos de desdém e entender a unidade que O POVO brasileiro é. Se você odeia se igualar aos outros, meu querido, então pegue suas coisas e saia. Conheço muita gente que se acha superior, que acha quem tem pouca grana uma raça bizarra. Aí eles descobrem que eu estudei SEMPRE em escola pública, que fui bolsista graças ao PROUNI, que fiz minha pós graduação graças a  cota para pobres e que morava em um apartamento similiar a COHAB, moradia popular, livre de IPTU.

Estou no mercado de trabalho no mesmo patamar que eles, morando em Berlim com o dinheiro do meu próprio suor, sem patrocínio de família, discutindo política com tanta ou mais argumentação que eles, sabendo meus direitos e não sendo fanática de partido algum.

Antes de falar dos "mortos de fome", dos "metidos a comunista", do "povão escroto", olhe para o espelho. Dinheiro não traz sabedoria, então não se coloque em posição de julgar. Se você se acha superior, você deveria estudar um pouco mais e saber que esse sentimento de superioridade não tem fundamento antropológico algum. Um cara mobilizou uma nação com o discurso de raça superior. Mais de 6 milhões de pessoas morreram e até hoje uma mácula assombra a vida de cada um no país. Sim, Adolf Hitler traumatizou gerações de alemães, que até hoje lutam para recuperar a dignidade. Superioridade? Só se for em quantidade de recalque.


21 de mai. de 2013

Prioridades na vida

Eu estou escrevendo um artigo sobre o cenário tecnológico de Berlim. A cidade está pulsando, cheia de inventores de aplicativos, investidores e start ups do mundo todo. Está difícil encontrar alemão em Berlim, mas americanos tem para todos os lados.

Da mesma forma que a cidade parece estar cheia de oportunidades, uma verdadeira filial do capitalismo (deve ter alemão querendo morrer), as desigualdades aparecem. Eu estou tendo muita dificuldade em arranjar um emprego por ainda não falar alemão. E, olhe, estou procurando em lugares "estrangeiros". Quando não é o idioma, o problema é eu não ser europeia.



Esse tipo de coisa desanima, mas é preciso ter prioridades na vida. Eu não vim aqui para construir meu futuro, vim para aprender e fortalecer mais minhas experiências, em diversos aspectos. Posso dizer que essa parte tem ido muito bem, uma pena as outras estarem engatinhando.

Sinto que Berlim ainda está resistindo em se tornar cosmopolita, pois muitas coisas ainda me parecem bem provincianas (como a quantidade de pessoas ofendidas pelo meu post anterior e, pior, pelo meu post no Buzzfeed), o fato de muitas pessoas serem contra a construção de novos prédios, a liberdade que eles têm tanto medo de perder, a falta de calor humano nas relações... Tudo que é novo dá medo e há uma atmosfera de temor por aqui.

É claro que com o tempo as coisas vão se assentar, espero que eu possa fazer parte disso. Por enquanto vejo muitos jovens perdidões, com muito poder e pouca experiência, comandando gente que eles não acreditam em negócios que eles não entendem como funcionam. Se a prioridade é vencer, a tentativa é um benefício.

20 de mai. de 2013

10 motivos para você largar tudo e vir morar em Berlim


Eu moro em Berlim há quase 3 meses, mas me apaixonei pela cidade um pouco mais de um ano atrás, quando fiz mochilão pela Europa e descobri que você pode ser feliz num ambiente urbano, com metrô a noite toda aos finais de semana e festas que começam na sexta-feira e acabam na segunda.

Além desse aspecto jovem e festeiro, Berlim também é um lugar cheio de história, cultura, arte, tecnologia (farei um post específico sobre o tema essa semana) e belezas que a colocam em um patamar parecido ao de cidades mais glamurosas, como Paris e Roma.

Aqui vão 10 razões para você parar tudo o que está fazendo e reservar um vôo da Lufthansa direto para Berlim!

1. A capital mais barata da Europa.


Apesar de eu ainda precisar salvar uma grana, gasto menos do que gastava morando em São Paulo. Sim, isso que eu gasto em Euros, hein.

2. Cerveja, Bier, Chope, Tasse Bier!


Em Berlim você encontra cervejas do mundo inteiro, com toda porcentagem e teor alcoólico. Além de serem super baratas, comprando cervejas você pode aprender a contar em alemão, o que vai lhe fazer uma pessoa mais inteligente.

3. Gente pelada!


No verão, as áreas de nudismo ficam cheias de alemães de todos os estilos tomando um sol ou só nadando no lago, compeltamente nus! E não pense que são áreas longe da civilização, as áreas FKK (sigla para a prática de nudismo em alemão) estão espalhadas em toda área urbana da cidade, inclusive Biergärten, bares a céu aberto e super turísticos.

4. A cidade é linda.


Não existe um bairro em Berlim que não tenha um rastro de história, até porque a queda do muro é bem recente, por isso é muito comum ver parques, monumentos, homenagens e por aí vai em todo canto. A cidade é linda, tem arte urbana e clássica juntas no mesmo horizonte, por isso você sempre pode achar algo novo, não importa quanto tempo esteja na cidade.

5. Não é difícil conseguir um visto.


Quando você tem um seguro saúde, um lugar para morar e uma grana numa conta alemã (que é bem fácil de abrir), você consegue viver legalmente em Berlim. Por mais que a fama de marrentos dos alemães seja conhecida mundo a fora, se você tem os documentos certos, não terá problemas.

6. Sinta-se mais inteligente a cada palavra em alemão que você aprender!


Wenn du Deutsch sprech bist, wirst du automatisch in Einstein drehen! (Tem uma barra do Google Translate ali ao lado, use-a!)

7. Não tenha medo de ser você mesmo.


Aqui em Berlim as pessoas estão mais preocupadas em fazer o que elas querem fazer do que julgar o que você está fazendo. Afora alguns alemães nazistinhas ou muçulmanos super religiosos, que são minoria, está todo mundo cagando para o que você está fazendo, como está se vestindo, se você está beijando um homem ou uma mulher, ou dois ao mesmo tempo, cada um com a sua vida!

8. Coma muito bem!


Coma muito, pouco, mas coma bem! Aqui em berlim você pode encontrar todo tipo de comida, com todo tipo de preço e todo tipo de aparência. Aqui só passa fome quem realmente está na dieta da Vogue.

9. É fácil fazer amigos (de todo tipo, do mundo todo)!


Pois é, por mais que fazer um amigo genuinamente alemão leve tempo, até você ter um germânico em sua rodinha, você já vai ter 7 suíços, 5 suecos, 3 gregos, 9 espanhóis, 14 brasileiros, 8 ingleses e por aí vai...

10. Cachorrinhos no metrô S2


Aqui você pode andar com seu cachorro no metrô. E se você DETESTA animais, fique tranquilo, os cachorros alemães já nascem com um implante do Cesar Millan na cabeça e são incrivelmente dóceis e educados.

Concorda? discorda? Venha para Berlim e tire suas conclusões :D

18 de mai. de 2013

Como aprendi a economizar dinheiro no dia-a-dia


Viver em outro país significa gastar em outra moeda. A menos que você esteja na Argentina, Bolívia ou algum outro país no qual o Real vale mais, a vida pode ser muito boa. No meu caso, em Berlim, é uma bosta. O Euro vale quase 3 vezes mais que o Real e isso realmente faz você repensar seus hábitos.

Muita gente vive a máxima "quem converte não se diverte", mas quando você mora no lugar, você tem que pensar no que vai comer amanhã, como vai pagar o curso, o dinheiro pro transporte público... por aí vai. Berlim é a capital mais barata da Europa, mas, ainda assim, os meus Reais aqui não valem muita coisa.

Quero compartilhar com vocês meu pequeno manual de sobrevivência econômica, pois ele é universal e pode ajudar pessoas que queiram salvar grana por um tempo, independente se vivem no Brasil, Argentina, Alemanha, etc.


Vou colocar em forma de lista, pois fica mais fácil e didático:

1. Pense sempre à frente. Você pode acreditar em milagres, mas não conte com eles para sobreviver.

2. Compre no mercado mais barato. Não adianta querer qualidade quando você está falido. A questão é apenas comer.

3. Cozinhe! Pois cozinhar ainda é a maneira mais barata de fazer uma refeição decente.

4. Compre as bebidas no mercado, pois saem mais baratas. Deixe-as no congelador e, quando for sair pro bar com a rapaziada, é só deixar descongelando na bolsa (ou mochila). O drink não vai estar "delícia", mas ainda é alcoolico e sairá por até 1/3 do preço que você pagaria no bar.

5. Ande muito a pé. Se a grana do busão acabou, use a sola do sapato e aproveite para entrar em forma. Se você tem uma bike, aproveite-se dela até onde puder. Se não tem uma bike e não tem ninguém que lhe empreste (como eu), a melhor solução é andar. Você pode descobrir atalhos e lugares legais nessa jornada.


6. Recolha latinhas e garrafas. Material reciclável vale dinheiro. Talvez não muito no Brasil, mas aqui vale alguma coisa. De qualquer forma, garrafas e latas valem dinheiro, ande com uma sacola extra na mochila e recolha o que você puder, depois troque no local adequado (afinal, você não quer virar um acumulador, você só precisa de dinheiro).

7. Não se deixe levar pela tentação. Quando você está falido, tudo de mais legal pode rolar: shows, baladas, peça de teatro... Mas saiba que a cultura é cíclica e, a menos que você queira ver o último show do Rolling Stones na vida, você vai conseguir ver esse show, peça, balada de novo. É só ter paciência. E se não rolar de novo, FODA-SE. Você sobrevive.

8. Visite seus amigos. Nada melhor que socializar e gastar pouco. Mais válido que meter geral num boteco, é receber ou ser recebido em casa.

Por enquanto é isso. Mas em breve compartilharei mais dicas desse manual de sobrevivência. Keep calm and carry on, diriam os soldados da rainha. Eu digo: não se desespere! Economize e tudo vai dar certo :)

9 de mai. de 2013

O que se pode levar da vida?

Quando penso que eu poderia estar melhor na vida, se minhas escolhas tivesem sido diferentes, me dá uma sensação muito estranha. É porque é fácil se sentir insatisfeito, é só desejar o que ainda não tem. Ficar feliz pelas pequenas conquistas é muito mais difícil- mas torna a vida muito melhor.

Às vezes a vida nos coloca em desafios, às vezes nós colocamos desafios onde eles não existiam, essa história de que a vida seria melhor se fosse diferente é verdade, mas também é mentira. Tudo é uma questão de ponto de vista.

Pensando na existência como um estado passageiro, recomendo que exercite levar algo positivo em cada experiência. Hoje mesmo eu estava muito desanimada, meu computador quebrado, eu sem emprego, num país em que mal falo o idioma... tudo parecia ir de mal a pior. Mas, olhando de uma forma menos dramática,  essa situação é momentânea, as dificuldades fazem parte de nosso aprendizado e eu quero compartilhar com você a sensação boa que me veio depois de refletir sobre tudo isso e chegar à uma conclusão positiva.

Dessa vida não se leva nada, só se deixa. É melhor deixar coisas boas pelo caminho!

6 de mai. de 2013

A vida em cor de rosa

Fico pensando o quanto a internet deve ajudar a construir sonhos, trazendo histórias legais e de sucesso, gente que fica rica aos 16 anos, pessoas que aprendem coisas novas sem sair de casa. "O milagre da tecnologia".

E claro, não sou nenhuma Pollyanna, sei que o número de pessoas deprimidas deve ter só aumentado desde que as redes sociais se popularizaram ao redor do mundo. Desde fãs frustradas por não ter seu tweet respondido por seu ídolo até senhoras que clicam no prêmio de milhonésimo acesso e "ganham" um vírus que acaba com o computador delas.

Assim como na vida real, a vida virtual é cheia de tristeza, tragédia, sofrimento... Mas o bizarro é que a maior parte da tristeza online é causada pelo simples motivo de você não ter a vida que gostaria de ter. E eu digo isso com total propriedade.

Eu sei que a maioria das pessoas parece ser mais do que realmente é e sei que eu mesma causo alguns sentimentos não muito nobres em algumas pessoas, mas isso é algo que veio com a "vida virtual", portanto um novo trauma a ser tratado pelos especialistas e superado por nós, meros humanos com subvidas sem graça.

A exposição online é uma opção e as pessoas geralmente optam por mostrar o que está acontecendo de melhor, mais legal, mais relevante. Isso não significa que tudo está perfeito. Eu sei que tem gente que não liga se a vida do outro vai bem ou mal, mas, a partir do momento que você perde seu tempo num Instagram, Twitter ou Facebook alheio, você deve colocar este filtro em sua mente antes de se contaminar pela fúria maligna da inveja, frustração ou recalque.

Eu estou aprendendo isso a duras penas, vivendo na Europa onde tudo poderia ser melhor, se... se tanta coisa que eu não tenho nem vontade de escrever aqui. Fiquemos apenas com a parte boa, essa vale a pena ser falada.


1 de mai. de 2013

1 de maio e a luta pelo direito de se divertir

O primeiro dia de maio simboliza a luta pelos direitos dos trabalhadores. Atualmente, grande parte dos trabalhadores têm seus direitos garantidos, mas sempre há o que melhorar, por isso fazem protestos no mundo todo. Além dos protestos, a data conta com muitas festas.

Aqui em Berlim o protesto e a festa andam juntos e são tradicionais. O bairro de Kreuzberg é palco e passarela para milhares de pessoas que aproveitam o dia do trabalho para protestar contra o governo, as empresas e a polícia, além de poder escutar todo tipo de música a cada 100 metros. Quando eu digo todo tipo de música, eu realmente quero dizer TODO tipo de música.

Nas 10 horas que passei por lá (pouco tempo, já que a festa começa na noite do dia 30 de abril) ouvi samba, folk, rap, rock, ska e até country. As pluraridade e a heterogeneidade das pessoas fazem o evento ser ainda mais especial. Você acha muçulmanos, punks, pais de família e jovens bêbados coexistindo no mesmo espaço e quase sem nenhum conflito. Eu digo quase porque, pode ser, que houve algum problema, mas eu, sinceramente, não vi nada de errado.

Berlim é uma cidade muito barata e você imagina que, num evento, os preços poderiam subir, já que ambulantes aproveitam para vender bebidas e comidas para os transeuntes. Errado. Tudo estava ainda mais barato, pois a classe trabalhadora merece comemorar bastante sem gastar muito. E eram coisas de ótima qualidade!

Fiquei muito feliz de fazer parte deste momento na cidade, me lembrou a virada cultural de SP, numa proporção menor. Os resquícios do protesto estavam apenas nas placas e nos adesivos nas ruas, a polícia estava ao redor do evento, mas não lá dentro. A civilidade fala muito mais alto para eles, portanto todos respeitaram o patrimônio público e privado. Um grande exemplo! Protesto sem quebra-quebra, festa com bebida e sem brigas... Berlim é um lugar fascinante!

30 de abr. de 2013

Depois de tanto tempo, por que voltar a ter um blog?

Quem diria que depois de 4 anos eu reativaria esse blog?
Agora o panorama mudou, não quero falar sobre novidaids de famosos, subcelebridades ou pessoas que já têm suas próprias acessorias para colocar seu dia-a-dia na mídia. Agora eu quero falar de mim, minahs desventuras e aventuras, meus êxitos e meus deslizes.
Espero que se divirtam!