29 de set. de 2008

Só de ver dói

A gente se deixa mutilar por pura vaidade estética, alimentada pelos estereótipos de beleza consumistas. O corpo é um mercado e tanto.

24 de set. de 2008

nova linha

essa de se REconhecer pela primeira vez não me fez sentido.

23 de set. de 2008

Feita de ouro, bronze e luz

Sentada num canto, se reconheceu pela primeira vez.

Novela da vida real

Gente, desculpa a sumida, estou bem corrida e não tive como postar antes... Mas lá vai... dei uma mudada no outro post porque senão este ia perder a graça! Se tiver tempo e paciência, confira!

Entram no quarto, Catarina deita na cama e dorme, quando acorda, percebe que está sem nenhuma roupa. O moço (o qual Catarina não faz idéia do nome) acorda e olha para ela, ele está vestido, e diz “E aí peladona?”. Ela rebate “e aí vestidão?”. E riem, mas Catarina quer entender o que está acontecendo, porém, ao mesmo tempo, ela se sente envergonhada por não ter a mínima idéia de como foi parar lá.
Catarina decide então agir com naturalidade, vai ao banheiro e percebe que está com seu absorvente interno, ou seja, não teve sexo. (Eu sei que vai ter gente que vai pensar que tinha outro buraco pro cara tentar aproveitar, mas Catarina garante que acordou e verificou se estava tudo no lugar. E estava) Ela fica aliviada por saber que só estava ‘peladona’. Ao se vestir, o moço fala “então, vamos?”, ela sorri e vai, meio que sem saber o que falar. Ele pergunta onde ela mora, ela diz. E fim. Não existe mais conversa dentro do carro até ele chegar perto da casa dela e ela dizer “é aqui, pode parar”. Ele parou, deram um selinho sem graça e ela saiu do carro. O moço grita “hey, você esqueceu algo na chapelaria da balada” e ela se aproxima do carro, ele entrega a fichinha da chapelaria. Catarina engole o palavrão, dá um sorrisinho e sobe para casa dela. Percebendo o por quê de estar sem bolsa, agora tudo fez sentido, ela tinha saído de bolsa, mas esqueceu na chapelaria, agora Catarina estava sem a chave de casa, sem o telefone celular, sem a carteira, enfim, estava fodida.
Catarina foi a um orelhão, ligou para a mãe, disse que tinha dormido na casa de uma amiga e que tinha esquecido a chave. A mãe dela saiu do trabalho e foi abrir a porta para ela, que liga imediatamente para Cássio e conta que precisava voltar na balada pra pegar as coisas dela. Eles ligam lá e descobrem que só abre a partir de quarta, esperam 3 longos dias sem fim, Catarina se sentindo quase sem vida, estava sem o celular, sem as chaves e, principalmente, sua carteira com seus documentos, cartões e tudo mais. Quarta eles vão lá e Catarina pega a bolsa e confere se está tudo lá. Quando percebe que seu cartão de crédito internacional com limite no céu havia sumido! Se desespera, pois não havia bloqueado os cartões, contando com a honestidade das pessoas que trabalham na balada.
Finalmente ela bloqueia o cartão e espera pelo pior. Por uma fatura milionária que não poderá pagar e não terá como provar que não foi ela quem gastou. É o fim?
Desolada, Catarina se isola em casa esperando a fatura chegar. Cássio tenta acalmá-la, diz para ela procurar, vai que ela estava com o cartão em algum bolso? Ela acha só o comprovante e não o cartão, pede para Cássio procurar nas coisas dele também, afinal, ele foi o ultimo a ter contato com o cartão. Uma tortuosa semana para Catarina se passa, Cássio se encontra com uma amiga pra tomar uma cerveja e conta de todo o ocorrido. Quando ele vai pagar a conta, vê o cartão de Catarina em sua carteira. Ele havia esquecido que tinha guardado o cartão para Catarina. Quando ele procurou, procurou porcamente e não viu que estava atrás de seu bilhete único, usado para pegar o busão. Agora que ele achou o dito cujo, ligou para Catarina e finalmente ela conseguiu se curar da ressaca moral. E o moço, bom, este nunca mais foi visto.

15 de set. de 2008

Novela da vida real

Esse fim de semana me lembraram de um ocorrido com uma amiga minha, que aqui vou chamar de Catarina, mas este não é o nome dela. É importante frisar isso porque o nome do outro protagonista é desconhecido.

Catarina estava numa churrascaria um dia, bebendo e comendo muita carne com amigos, quando seu celular toca, é Cássio, perguntando o que ela iria fazer naquele sábado super lindo. Catarina ainda não sabia, estava se entupindo de comida e bebida, chamou Cássio para participar da santa ceia e depois pensariam no que fazer. Aí a comilança acabou, foram pra uma rua movimentada e cheia de baladas ver o que poderiam fazer, não acharam nada muito interessante, pararam no boteco e beberam mais um bocadinho até pensarem em como salvar a noite. De todo mundo que tava na churrascaria, só Catarina e Cássio que pensaram em fazer alguma coisa após. É o tipo de coisa que eu digo pra não fazer, porque comer antes de beber é importante, mas comer MUITO é um risco.
Cássio, que não tinha comido muito, sugeriu a Catarina que ela tomasse algo mais energético, pois o sonão da sesta bateria e ela tinha que segurar o modelão. Ela topou e ambos se entorpeceram e resolveram entrar numa balada hype super cara de São Paulo, que é toda estilosa e bem decorada, com freqüentadores ricos, famosos e bonitos. Lá, Cássio encontrou com alguns amigos, ganhou umas cantadas, pois, é claro, Cássio é gay e estava no lugar certo pra arrumar uma paquera. Catarina, por sua vez, foi incorporando a Heleninha Roitman, a professora Fátima, o pai da Marjorie Estiano naquela novela que ele era bêbado, enfim, Catarina estava tocando o céu com sua taça de Chandon. Dançou, dançou, dançou, subiu no sofá, dançou mais, foi até o chão, subiu, desceu. Eram 5 da manhã e Catarina e Cássio estavam a todo vapor, até que, num dado momento Cássio nota Catarina deitada no sofá e um moço meio que tentando conversar com ela. Ele vai lá e pergunta para Catarina se ela está bem, ela faz que sim com a cabeça. Cássio pergunta quem é o moço, Catarina sussurra “não sei”. O DJ grita “Ae biluzada, é a última música”. O moço tenta levantar Catarina, que já estava sem glamour e morrendo de sono, e fica falando que ela é linda, para ela ir embora com ele, que ele a deixa em casa como uma princesa. Todos começam a ir pagar a comanda no caixa, Catarina paga no cartão, esquece-o no balcão e, por sorte, Cássio vê e pega para ela. Catarina estava sem a bolsa. Lá fora, o Sol nascendo, Cássio pergunta para Catarina se ela quer ir embora com ele. Ela diz que vai com o moço e o moço garante para Cássio que vai cuidar bem dela. Catarina entra no carro do moço, atordoada e fala que mora na zona leste. O moço fala “eu não taxista”, Catarina olha pra ele e ele diz “vamos nos divertir antes” e sorri. Eles vão para um hotelzinho pulgueiro na rua da Consolação, que custava R$90,00 pra passar 12 horas. Entram no quarto, Catarina deita na cama e dorme, quando acorda, percebe que está sem nenhuma roupa... AMANHÃ EU CONTINUO.