12 de mai. de 2013

5 músicas de cantoras pop que eu curtia, mas parei de escutar porque são muito babacas (machistas)


Eu sou uma pessoa que sempre que não está falando, ou assistindo alguma coisa, está ouvindo música. Até tenho uma playlist que se chama “dormir” que são músicas que eu escuto antes de ir dormir e têm o timing certo para acabar quando eu já estiver dormindo profundamente.

Aos 6 anos, eu gostava muito de Xuxa, Sérgio Mallandro, Balão Mágico, Queen (mamãe tem bom gosto) e Mara Maravilha. Conforme fui adquirindo meu próprio gosto musical, mas sempre sendo influenciada pelo meio em que vivo, a sociedade e a mídia, comecei a levar em conta o conteúdo das letras. Se eu achasse o conteúdo legal, mesmo que o cara não estivesse falando nada (check my machine, por exemplo) e o ritmo fosse bacana, colocava entre meus preferidos.

Aí aprendi inglês e comecei a traduzir letras. Algumas não faziam muito sentido, afinal, era adolescente, outras eram babacas demais, mas o ritmo valia à pena. Agora, com 27 anos, eu me considero eclética, mas ainda com aquela coisa de não engolir o que vai contra o que eu acredito. Sou grande fã de música pop, mas, dia desses, ouvindo uma música da Katy Perry, comecei a me sentir muito mal: EM QUE MOMENTO EU NÃO TINHA ENTENDIDO O QUE ESSA MULHER ESTÁ CANTANDO?

Aí comecei a rever algumas músicas pop que eu curtia, prestando atenção na letra. Decepção profunda. O ritmo é muito legal, mas eu, como mulher, não consigo ouvir certas coisas e agir como se “tudo bem, é só ignorar o que ela diz”. Vou expor 5 exemplos:

1. Katy Perry “I kissed a girl” (essa é só uma de quase todas dessa cantora que só fala chorume, machistinha demais), trecho em destaque:

“It's not what good girls do
Not how they should behave
My head gets so confused
Hard to obey”

A música em si é legal, se você ouve de primeira acha até que tem um Q libertário, aí você presta atenção e vê que a menina não nega que é filha de pastor. Quer dizer que uma menina que beija outra menina não é boa? Quer dizer que todas as mulheres que beijam uma desconhecida estão agindo errado?

2. Ke$ha “Kiss N Tell”, todas da Ke$ha são babacas, mas nem todas machistas. Não diria que ela é uma feminista, ela apenas não está nem aí. 

“I never thought that you would be the one,
Acting like a slut but now it’s gone,
Maybe you shouldn't kiss n tell,
You really should've kept it in your pants,
I am hearing dirty stories from your friends,
Maybe you shouldn't kiss n tell”

A menina pega um cara com o pipi pequeno e... Age como um menino machista quando fica com uma garota que se nega a fazer sexo com ele. Deprimente.

3. Lady Gaga “Monster”, apesar dela não ser tão babaca como as supracitadas, essa música machuca meus ouvidos, principalmente neste trecho:

“He licked his lips, said to me:
"Girl you look good enough to eat"
Put his arms around me
Said: "Boy now get your paws right off me"”

Fia, pega os panos de bunda e vá embora, não dá mole para um cara que fala assim com você. A música inteira ela fala de quão escroto e monstro o cara é e ele acabou a conquistando. Coerência?

4. Beyoncé “Run the World”, o que era pra ser uma ode às mulheres, porém:

“Boy I'm just playing
Come here baby
Hope you still like me
If you pay me”

A música fala que se você for gostosa e rebolar, você pode ganhar o mundo. Mas as mulheres não “comandam o mundo” por isso. Aliás, as mulheres não comandam o mundo, o dinheiro comanda.

5. Britney Spears “Radar”, a Neide, assim como a Perry, também tem uma família cristã. Só que a da Britney é bem menos estruturada. Pode-se notar, afinal:

“His eyes see right to my soul
I saw and lose self-control
Catch me looking again
Falling right into my plan”

Essa música é sobre uma gold digger, uma pessoa que quer dar o golpe do baú. Até aí ok, se o background da Britney já não tivesse um hit me baby one more time, um slave 4 you, um criminal... Ela apenas existe para agradar alguém – que não é ela mesma.


Eu sei que existem milhões de músicas de milhares de cantoras, cantores, bandas que eu poderia colocar aqui. A questão é que eu gostava de ouvir essas músicas, mas eu não posso ignorar essas letras. Se você também já se sentiu assim, compartilhe sua experiência! Eu tenho uma lista enorme de músicas para "ignorar a letra", quem sabe essa lista não aumenta?

9 de mai. de 2013

O que se pode levar da vida?

Quando penso que eu poderia estar melhor na vida, se minhas escolhas tivesem sido diferentes, me dá uma sensação muito estranha. É porque é fácil se sentir insatisfeito, é só desejar o que ainda não tem. Ficar feliz pelas pequenas conquistas é muito mais difícil- mas torna a vida muito melhor.

Às vezes a vida nos coloca em desafios, às vezes nós colocamos desafios onde eles não existiam, essa história de que a vida seria melhor se fosse diferente é verdade, mas também é mentira. Tudo é uma questão de ponto de vista.

Pensando na existência como um estado passageiro, recomendo que exercite levar algo positivo em cada experiência. Hoje mesmo eu estava muito desanimada, meu computador quebrado, eu sem emprego, num país em que mal falo o idioma... tudo parecia ir de mal a pior. Mas, olhando de uma forma menos dramática,  essa situação é momentânea, as dificuldades fazem parte de nosso aprendizado e eu quero compartilhar com você a sensação boa que me veio depois de refletir sobre tudo isso e chegar à uma conclusão positiva.

Dessa vida não se leva nada, só se deixa. É melhor deixar coisas boas pelo caminho!

6 de mai. de 2013

A vida em cor de rosa

Fico pensando o quanto a internet deve ajudar a construir sonhos, trazendo histórias legais e de sucesso, gente que fica rica aos 16 anos, pessoas que aprendem coisas novas sem sair de casa. "O milagre da tecnologia".

E claro, não sou nenhuma Pollyanna, sei que o número de pessoas deprimidas deve ter só aumentado desde que as redes sociais se popularizaram ao redor do mundo. Desde fãs frustradas por não ter seu tweet respondido por seu ídolo até senhoras que clicam no prêmio de milhonésimo acesso e "ganham" um vírus que acaba com o computador delas.

Assim como na vida real, a vida virtual é cheia de tristeza, tragédia, sofrimento... Mas o bizarro é que a maior parte da tristeza online é causada pelo simples motivo de você não ter a vida que gostaria de ter. E eu digo isso com total propriedade.

Eu sei que a maioria das pessoas parece ser mais do que realmente é e sei que eu mesma causo alguns sentimentos não muito nobres em algumas pessoas, mas isso é algo que veio com a "vida virtual", portanto um novo trauma a ser tratado pelos especialistas e superado por nós, meros humanos com subvidas sem graça.

A exposição online é uma opção e as pessoas geralmente optam por mostrar o que está acontecendo de melhor, mais legal, mais relevante. Isso não significa que tudo está perfeito. Eu sei que tem gente que não liga se a vida do outro vai bem ou mal, mas, a partir do momento que você perde seu tempo num Instagram, Twitter ou Facebook alheio, você deve colocar este filtro em sua mente antes de se contaminar pela fúria maligna da inveja, frustração ou recalque.

Eu estou aprendendo isso a duras penas, vivendo na Europa onde tudo poderia ser melhor, se... se tanta coisa que eu não tenho nem vontade de escrever aqui. Fiquemos apenas com a parte boa, essa vale a pena ser falada.


1 de mai. de 2013

1 de maio e a luta pelo direito de se divertir

O primeiro dia de maio simboliza a luta pelos direitos dos trabalhadores. Atualmente, grande parte dos trabalhadores têm seus direitos garantidos, mas sempre há o que melhorar, por isso fazem protestos no mundo todo. Além dos protestos, a data conta com muitas festas.

Aqui em Berlim o protesto e a festa andam juntos e são tradicionais. O bairro de Kreuzberg é palco e passarela para milhares de pessoas que aproveitam o dia do trabalho para protestar contra o governo, as empresas e a polícia, além de poder escutar todo tipo de música a cada 100 metros. Quando eu digo todo tipo de música, eu realmente quero dizer TODO tipo de música.

Nas 10 horas que passei por lá (pouco tempo, já que a festa começa na noite do dia 30 de abril) ouvi samba, folk, rap, rock, ska e até country. As pluraridade e a heterogeneidade das pessoas fazem o evento ser ainda mais especial. Você acha muçulmanos, punks, pais de família e jovens bêbados coexistindo no mesmo espaço e quase sem nenhum conflito. Eu digo quase porque, pode ser, que houve algum problema, mas eu, sinceramente, não vi nada de errado.

Berlim é uma cidade muito barata e você imagina que, num evento, os preços poderiam subir, já que ambulantes aproveitam para vender bebidas e comidas para os transeuntes. Errado. Tudo estava ainda mais barato, pois a classe trabalhadora merece comemorar bastante sem gastar muito. E eram coisas de ótima qualidade!

Fiquei muito feliz de fazer parte deste momento na cidade, me lembrou a virada cultural de SP, numa proporção menor. Os resquícios do protesto estavam apenas nas placas e nos adesivos nas ruas, a polícia estava ao redor do evento, mas não lá dentro. A civilidade fala muito mais alto para eles, portanto todos respeitaram o patrimônio público e privado. Um grande exemplo! Protesto sem quebra-quebra, festa com bebida e sem brigas... Berlim é um lugar fascinante!

30 de abr. de 2013

Depois de tanto tempo, por que voltar a ter um blog?

Quem diria que depois de 4 anos eu reativaria esse blog?
Agora o panorama mudou, não quero falar sobre novidaids de famosos, subcelebridades ou pessoas que já têm suas próprias acessorias para colocar seu dia-a-dia na mídia. Agora eu quero falar de mim, minahs desventuras e aventuras, meus êxitos e meus deslizes.
Espero que se divirtam!