28 de ago de 2013

Neve de sentimento ou o carisma gelado

Depende muito de nós mesmos controlar o que se passa dentro do coração figurado, aquele que guarda os sentimentos e não o que faz o sangue circular.

Às vezes nos colocamos de lado para viver alguma coisa que apostamos valer a pena, e nos entregamos ao que parece ser o sentido da vida, um sentimento que nos deixa tão completos que não precisamos de mais nada, ao menos aparentemente. Mas assim como a natureza, os sentimentos possuem estações, e o inverno é sempre bem frio.

Se o sentimento sobreviver ao carisma gelado, aquele que parece ser carisma, mas não passa de condescendência, o sentimento tem chances de atravessar mais estações novamente. As estações boas.

O que acontece é que a neve pode ser densa e podemos nos atolar no meio da frieza e ali mudar o rumo de uma jornada. O que um dia era confortável e quente, pode se tornar frio e letal.

A única parte boa desse inverno é que ele passa, então é questão de chorar agora e rir depois. Rir, com certeza.

25 de ago de 2013

Nostalgia

No dicionário, podemos achar a definição de nostalgia como:
1. Tristeza profunda causada por saudades do afastamento da pátria ou da terra natal.
2. Estado melancólico causado pela falta de algo.

O que acontece comigo é um pouco diferente, pois eu tenho nostalgia por uma pátria que não é a minha natal. Creio que esse sentimento acompanha as pessoas que passaram algum tempo fora e gostaram. E não duvido que muitas pessoas que moram fora do país sentem nostalgia quanto ao Brasil.

Além da nostalgia pela pátria, eu sinto nostalgia pela falta de muitas coisas que eu tinha por perto e agora não tenho mais. Pessoas, objetos, bichos, situações, comidas... É tão complicado se adaptar que, quando você volta para seu país, é complicado entender como as coisas funcionavam. A experiência é o que fica como consolo e as lembranças dão a esperança de que você levou consigo um pouco de cada um que passou por sua vida.

O passado sempre tem coisas que não conseguimos esquecer, coisas que não queríamos que tivessem acontecido e coisas que a gente agradece ao tempo por ter passado. Quanto mais passado, menos dor, menos nostalgia, menos tristeza. É aquela coisa do tempo ser o melhor remédio. Deve ser. Por enquanto ainda sinto uma nostalgia imensa, uma saudade enorme de um lugar que eu fiquei meros 165 dias. Para acabar o post de uma forma bem-humorada, segue um meme sobre nostalgia:

E plus uma foto-nostalgia minha.

22 de ago de 2013

Ansiedade é inimiga da perfeição e de tudo que você pode imaginar. É uma merda!

Uma pessoa lhe aborda e diz que algo muito bom e grande está para acontecer. Mas ela não diz quando. E aí, o que você faz?

A ansiedade pode transformar a melhor expectativa em pesadelo e isso pode acabar com a coisa boa que poderia acontecer. Nunca se pode confiar na ansiedade, pois, ao mesmo tempo que ela dá frio na barriga e suadeira nas mãos, ela pode fazer você queimar a largada e surtar num ponto desnecessário.

Eu estou numa situação delicada atualmente, meio que sem saber o dia de amanhã, e isso me deixa muito ansiosa. Eu leio a Susan Miller e já acho que amanhã minha vida vai mudar. Eu fico assistindo coisas na internet, querendo conversar a cada 10 segundos. Me tornei uma pessoa extrovertida e carente de atenção.

Se eu gosto de como estou me comportando? Claro que não. Por isso resolvi postar aqui, tornar pública a minha necessidade de falar sobre isso com a missão de acabar com esse sentimento de "quero que tudo fique bem AGORA".


É uma vergonha ter que expor a vida para conseguir um pouco de paz, ao mesmo tempo, é uma forma de se forçar a corrigir o que está dando errado. O que eu acredito é que todo tipo de superexposição é, na verdade, um pedido de ajuda. Até os casos mais escrotos são consequência de uma ansiedade por atenção, cliques, audiência, que seja, algo que a pessoa acredite ser bom e necessário. No meu caso, como eu estou com as expectativas baixas, não farei nada vexatório, apenas escrevo neste blog e espero que alguém possa se identificar. Queria ganhar dinheiro escrevendo, pode ser em outro blog. Sei lá, estou ansiosa pelas coisas que podem acontecer, e ninguém ainda nem falou nada.


4 de ago de 2013

Chateação

Quando alguma coisa bem constrangedora acontece, o sentimento seguinte pode ter duas vertentes: a culpa e a vergonha. Quando você é, de certa forma, culpado por tudo que rolou e não mediu as consequências dos seus atos, então o sentimento é culpa. Quando você não está diretamente envolvido, mas, de alguma forma, fez parte da situação, a vergonha toma conta do seu coração.

Ambos sentimentos fazem parte do doloroso processo de aprendizado do ser humano e vão acompanhar a sua vida em muitos e muitos e muitos episódios, não importa a sua idade. Crescer nunca é fácil, mas lidar com a dor é um processo e trabalhar a inteligência emocional ajuda a deixar a tarefa de viver um pouco menos árdua.

Ninguém "zera a vida". Isso é fato, uma vida nunca é o suficiente para fazer uma pessoa 100% certa, até porque perfeição não existe. Dor e sabedoria sempre caminham lado a lado. A felicidade é um colega que elas encontram de vez em quando no caminho. A cada situação da vida que você se constrange, sente culpa ou vergonha, você aprende algo.

Eu aprendi muito, algumas coisas esqueço e faço de novo, e passo de novo por todo o processo. Acontece. Chorar, além de lubrificar os olhos, lava a alma.

1 de ago de 2013

Hell of a life

When you meet different people you kind of practice that old advice from your parents "be patient". Despite the fact that our parents were never that patient with us during our youth, you keep in mind that is really easier to be patient with strangers than with your own blood.

I know it has nothing to do with the text, but I just love this meme


I've met loads of people who prefer to be the center of attention and it demands a lot of patience from me. Specially when 80% of the people you know need to be the center of attention, whether they want to express their points of view so vehemently that they become even repetitive either to cure a problem of self-esteem that seems to have no end, but it is never admitted.

I am used to be the person that gives attention and not one who demands it. Sometimes it sucks because I feel like a co-star, a supporting-role. I have my own problems but I really don't want to make myself up over a person, I think sharing is caring, but egocentrism is making people boring, full of empty discourses and building stages for foolish plays about people that think they are not important but act like they own the world.

It makes me really tired of meeting people, even though I love to be around people. But the conversations are always like "me, myself and I" and, sincerely, I don't care about your fucking 'awesome full of stories that no one cares about' life. I care when you care about me. Enough of confessional.