29 de mai de 2013

Dividir quarto em hostel: um desafio

Ser jovem e não dispor de muitos recursos financeiros são dois atributos que andam juntos, na maior parte das vezes.

O que quer dizer que, mesmo que você trabalhe e não conte com a ajuda dos pais, nem sempre você pode tomar as decisões que gostaria.

Um exemplo: hostel. Um hotel é caro, então a gente opta por hostel para economizar. Só quem já dividiu quarto consegue ter ideia do quão desagradável é ter que chegar bêbado do bar e não pode acender a luz, fazer barulho, nem mesmo dormir mais a vontade.

Como ser rico não é opção, é condição, engolir sapos e moscas faz parte. Dormir na cama de cima da beliche, ignorar o ronco e peido alheio, tentar não se mexer muito, não fazer barulho etc.

Mas suportar isso não quer dizer gostar.  



26 de mai de 2013

Quando a depreciação dá mais audiência

Ultimamente as notícias de sites de celebridades (e de alguns jornais internacionais) estão focadas em falar de quem está indo de mal a pior, endividado, viciado em drogas, jogando, traindo, essas coisas. Tudo bem, isso não é novidade, mas ATÉ QUANDO? Sério, será que sempre vamos preferir consumir desgraça? Será que sempre vamos preferir falar de quem está numa pior?

Frank Sinatra já esteve numa pior, quando foi pego por "sedução" (era pré-feminismo para "assédio')
Desde programas matinais até os famosos programas de domingo para "a família", alguém sempre tem uma história muito triste que você vê e se sente entretido. Na internet, quando você posta coisas legais e/ou engraçadas, um monte de haters aparecem para despejar o recalque de não ter nada de bom para falar. Depreciar é muito mais fácil que falar bem. Quando a pauta já fala de alguém que está depreciado, melhor ainda, é jogo ganho.

Se isso é estar numa pior...

Tenho dois "cases" como referência para comentar, um sobre a mídia sensacionalista fazendo o que sempre faz: perseguindo celebridades problemáticas e as fazendo parecer um perigo para sociedade, e outro sobre como fazer as pessoas chorar assistindo seu programa de televisão (alavancando, assim, a audiência). O primeiro case é comum com celebridades internacionais. Até porque no Brasil ainda é tabu nego falar que é viciado, que é party harder e coisa e tal. Tivemos alguns casos, como a Vera Fischer e o Fábio Assunção, mas, em comparação com as celebridades internacionais, o Brasil é um verdadeiro "mosteiro".

A nova Britney/Amy/Lindsay/Paris do momento: Amanda Bynes
Eu nunca tinha ouvido falar de Amanda Bynes antes de umas duas semanas atrás (me julguem), agora ela está na minha TL todos os dias, porque foi presa, internada, saiu, jogou um bong do 36º andar do prédio, foi presa de novo e etc. Cara, ela tem a minha idade e parece a Goldie Hawn. Ela era linda e agora está acabada e, consequentemente, mais famosa e comentada do que nunca. Eu fico com pena, mas eu não tenho nem coragem de tecer comentários sobre isso, já tem gente demais fazendo e eu acho que ela e tantas outras jovens querendo se afirmar como celebridades ricas e poderosas estão fazendo isso muito errado. Sem direção alguma.


Ana Maria Braga e o primeiro drama do dia
Eu não estou no Brasil, mas quase todos meus amigos estão e logo fiquei sabendo do caso de um cachorro que foi maltratado e o fato foi exposto, explorado e colocado na vitrine no programa da Ana Maria Braga. Se você não vai fazer nada para ajudar, apenas não explore o caso. É simples. Tem gente que acha que divulgar é fazer alguma coisa. Mas não é assim, isso é depreciante, na verdade. Você só falar que tem alguém na merda e não fazer nada para mudar a situação é a mesma coisa que apontar o dedo para ele e rir. Mobilizar-se e tentar conseguir ajuda é, sim, um ato de altruísmo. Esse foi só mais um caso, dentre vários nas televisões pelo mundo todo. Tipo gente que vai em programas de auditório expor seu drama a troco de ouvir uns conselhos furados e garantir gargalhadas depreciantes por causa do seu linguajar "inadequado".

O meu ponto é: se é para falar de alguma coisa ruim que está acontecendo, que tal usar o fato como uma forma de alerta, conscientização ou até mesmo denúncia? Um blog que eu gosto muito e que tem a vibe incrível ao lidar com todo tipo de assunto, até os mais delicados, é o Hypeness. Eles têm uma forma diferente de abordagem, muito mais humana e muito mais interessante. Na TV ainda não achei um programa equivalente, mas espero que exista (não assisto muita TV, justamente para evitar passar nervoso com esse tipo de exploração da desgraça). Tablóides, revistas e sites de celebridades sempre irão existir, mas é importante ver o lado bom da vida. Vamos das audiência à felicidade também!





23 de mai de 2013

Quando voar não é suficiente

Eu acompanhei como pude a novela "Salve Jorge", de Glória Perez, e via muito no Twitter esse papo sobre "vocês precisam voar". Olha, eu entendo o processo criativo, pois a coisa mais fácil é se perder. Eu estou escrevendo dois livros, um infantil e um romance, e o que eu mais faço é olhar o que eu já escrevi, pois estava me perdendo ou sendo repetitiva.

O que a Glória Perez queria era que o público entendesse a história como uma criação aberta a interpretações, deixando a trama mais "personalizada". Não deu certo. E eu entendo que a função dela era saber exatamente o começo, meio e fim da história, mas acho que, numa novela, o trabalho é feito em grupo e a falha de Salve Jorge foi coletiva. Ninguém salvou o Jorge.


Aparte disso, eu acompanho séries, novelas e filmes como laboratórios para meu próprio aprendizado. Meu objetivo é ser escritora, mas das boas, não aquela que já escreveu melhor no passado, aquela que se perdeu, aquela que não percebeu que não tem talento, aquela que é protegida de alguém. Quando você faz um trabalho criativo e público, você fica exposto a ponto de ler/ouvir absurdos sobre você, seu trabalho, sua vida. Você fica íntimo de pessoas que nem conhece.

Na verdade, colocar a cara a tapa já é um passo louvável, lidar com as críticas já exige uma maturidade que vejo que muitas pessoas ainda não atingiram. Eu não sei se estou preparada para as possíveis críticas aos meus livros, mas já me sinto pronta para dar a cara a tapa.

Voar é preciso, mas saber decolar é tão improtante quanto. Pés no chão e cabeça nas nuvens!


22 de mai de 2013

Quando seu Linkedin bomba, mas o seu telefone não

É meio estranho receber e-mails do Linkedin dizendo quem viu o seu perfil e você reconhecer umas cinco empresas diferentes que você mandou o currículo, fez o teste e ficaram de lhe responder. Só para você ter uma noção do quanto sou ansiosa: nasci de 7 meses.

Aí eu olho meu e-mail de 10 em 10 minutos, meu telefone, minha caixa do correio (vai que, né?) e nada. Essas coisas acabam com meu humor. Porque parece que o cara está lá, julgando você, sua foto, tudo que você colocou ali (mas que representa apenas 50% do que você sabe/pode fazer) e tira milhões de conclusões sobre a sua pessoa.

Aí, porque ele  achou seu penteado brega, sua escola fraca, o depoimento do seu ex-chefe ruim ou apenas o "santo não bateu", não retorna para você. Você se presta a uma entrevista, teste, tudo e nego não passa um feedback. Eu acho muita sacanagem, sinceramente. Tudo bem quando você ainda não falou com a pessoa, só recebeu um currículo e está peneirando os possíveis candidatos, mas depois que você peneirou, qual o propósito de entrar nas páginas dele e não falar nem um "infelizmente, não rola".

Dar um "não" não é fácil, mas eu prefiro receber 5 "nãos" a um "nós retornamos" que na verdade é "fui comprar cigarro e não vou mais voltar". Realmente, não há Rivotril que segure minha vontade de reclamar o dia todo sobre isso. Eu juro que vou tentar conter minha irritação e deixá-la abreviada apenas neste post. Boa noite!

21 de mai de 2013

Prioridades na vida

Eu estou escrevendo um artigo sobre o cenário tecnológico de Berlim. A cidade está pulsando, cheia de inventores de aplicativos, investidores e start ups do mundo todo. Está difícil encontrar alemão em Berlim, mas americanos tem para todos os lados.

Da mesma forma que a cidade parece estar cheia de oportunidades, uma verdadeira filial do capitalismo (deve ter alemão querendo morrer), as desigualdades aparecem. Eu estou tendo muita dificuldade em arranjar um emprego por ainda não falar alemão. E, olhe, estou procurando em lugares "estrangeiros". Quando não é o idioma, o problema é eu não ser europeia.



Esse tipo de coisa desanima, mas é preciso ter prioridades na vida. Eu não vim aqui para construir meu futuro, vim para aprender e fortalecer mais minhas experiências, em diversos aspectos. Posso dizer que essa parte tem ido muito bem, uma pena as outras estarem engatinhando.

Sinto que Berlim ainda está resistindo em se tornar cosmopolita, pois muitas coisas ainda me parecem bem provincianas (como a quantidade de pessoas ofendidas pelo meu post anterior e, pior, pelo meu post no Buzzfeed), o fato de muitas pessoas serem contra a construção de novos prédios, a liberdade que eles têm tanto medo de perder, a falta de calor humano nas relações... Tudo que é novo dá medo e há uma atmosfera de temor por aqui.

É claro que com o tempo as coisas vão se assentar, espero que eu possa fazer parte disso. Por enquanto vejo muitos jovens perdidões, com muito poder e pouca experiência, comandando gente que eles não acreditam em negócios que eles não entendem como funcionam. Se a prioridade é vencer, a tentativa é um benefício.

20 de mai de 2013

10 motivos para você largar tudo e vir morar em Berlim


Eu moro em Berlim há quase 3 meses, mas me apaixonei pela cidade um pouco mais de um ano atrás, quando fiz mochilão pela Europa e descobri que você pode ser feliz num ambiente urbano, com metrô a noite toda aos finais de semana e festas que começam na sexta-feira e acabam na segunda.

Além desse aspecto jovem e festeiro, Berlim também é um lugar cheio de história, cultura, arte, tecnologia (farei um post específico sobre o tema essa semana) e belezas que a colocam em um patamar parecido ao de cidades mais glamurosas, como Paris e Roma.

Aqui vão 10 razões para você parar tudo o que está fazendo e reservar um vôo da Lufthansa direto para Berlim!

1. A capital mais barata da Europa.


Apesar de eu ainda precisar salvar uma grana, gasto menos do que gastava morando em São Paulo. Sim, isso que eu gasto em Euros, hein.

2. Cerveja, Bier, Chope, Tasse Bier!


Em Berlim você encontra cervejas do mundo inteiro, com toda porcentagem e teor alcoólico. Além de serem super baratas, comprando cervejas você pode aprender a contar em alemão, o que vai lhe fazer uma pessoa mais inteligente.

3. Gente pelada!


No verão, as áreas de nudismo ficam cheias de alemães de todos os estilos tomando um sol ou só nadando no lago, compeltamente nus! E não pense que são áreas longe da civilização, as áreas FKK (sigla para a prática de nudismo em alemão) estão espalhadas em toda área urbana da cidade, inclusive Biergärten, bares a céu aberto e super turísticos.

4. A cidade é linda.


Não existe um bairro em Berlim que não tenha um rastro de história, até porque a queda do muro é bem recente, por isso é muito comum ver parques, monumentos, homenagens e por aí vai em todo canto. A cidade é linda, tem arte urbana e clássica juntas no mesmo horizonte, por isso você sempre pode achar algo novo, não importa quanto tempo esteja na cidade.

5. Não é difícil conseguir um visto.


Quando você tem um seguro saúde, um lugar para morar e uma grana numa conta alemã (que é bem fácil de abrir), você consegue viver legalmente em Berlim. Por mais que a fama de marrentos dos alemães seja conhecida mundo a fora, se você tem os documentos certos, não terá problemas.

6. Sinta-se mais inteligente a cada palavra em alemão que você aprender!


Wenn du Deutsch sprech bist, wirst du automatisch in Einstein drehen! (Tem uma barra do Google Translate ali ao lado, use-a!)

7. Não tenha medo de ser você mesmo.


Aqui em Berlim as pessoas estão mais preocupadas em fazer o que elas querem fazer do que julgar o que você está fazendo. Afora alguns alemães nazistinhas ou muçulmanos super religiosos, que são minoria, está todo mundo cagando para o que você está fazendo, como está se vestindo, se você está beijando um homem ou uma mulher, ou dois ao mesmo tempo, cada um com a sua vida!

8. Coma muito bem!


Coma muito, pouco, mas coma bem! Aqui em berlim você pode encontrar todo tipo de comida, com todo tipo de preço e todo tipo de aparência. Aqui só passa fome quem realmente está na dieta da Vogue.

9. É fácil fazer amigos (de todo tipo, do mundo todo)!


Pois é, por mais que fazer um amigo genuinamente alemão leve tempo, até você ter um germânico em sua rodinha, você já vai ter 7 suíços, 5 suecos, 3 gregos, 9 espanhóis, 14 brasileiros, 8 ingleses e por aí vai...

10. Cachorrinhos no metrô S2


Aqui você pode andar com seu cachorro no metrô. E se você DETESTA animais, fique tranquilo, os cachorros alemães já nascem com um implante do Cesar Millan na cabeça e são incrivelmente dóceis e educados.

Concorda? discorda? Venha para Berlim e tire suas conclusões :D

18 de mai de 2013

Como aprendi a economizar dinheiro no dia-a-dia


Viver em outro país significa gastar em outra moeda. A menos que você esteja na Argentina, Bolívia ou algum outro país no qual o Real vale mais, a vida pode ser muito boa. No meu caso, em Berlim, é uma bosta. O Euro vale quase 3 vezes mais que o Real e isso realmente faz você repensar seus hábitos.

Muita gente vive a máxima "quem converte não se diverte", mas quando você mora no lugar, você tem que pensar no que vai comer amanhã, como vai pagar o curso, o dinheiro pro transporte público... por aí vai. Berlim é a capital mais barata da Europa, mas, ainda assim, os meus Reais aqui não valem muita coisa.

Quero compartilhar com vocês meu pequeno manual de sobrevivência econômica, pois ele é universal e pode ajudar pessoas que queiram salvar grana por um tempo, independente se vivem no Brasil, Argentina, Alemanha, etc.


Vou colocar em forma de lista, pois fica mais fácil e didático:

1. Pense sempre à frente. Você pode acreditar em milagres, mas não conte com eles para sobreviver.

2. Compre no mercado mais barato. Não adianta querer qualidade quando você está falido. A questão é apenas comer.

3. Cozinhe! Pois cozinhar ainda é a maneira mais barata de fazer uma refeição decente.

4. Compre as bebidas no mercado, pois saem mais baratas. Deixe-as no congelador e, quando for sair pro bar com a rapaziada, é só deixar descongelando na bolsa (ou mochila). O drink não vai estar "delícia", mas ainda é alcoolico e sairá por até 1/3 do preço que você pagaria no bar.

5. Ande muito a pé. Se a grana do busão acabou, use a sola do sapato e aproveite para entrar em forma. Se você tem uma bike, aproveite-se dela até onde puder. Se não tem uma bike e não tem ninguém que lhe empreste (como eu), a melhor solução é andar. Você pode descobrir atalhos e lugares legais nessa jornada.


6. Recolha latinhas e garrafas. Material reciclável vale dinheiro. Talvez não muito no Brasil, mas aqui vale alguma coisa. De qualquer forma, garrafas e latas valem dinheiro, ande com uma sacola extra na mochila e recolha o que você puder, depois troque no local adequado (afinal, você não quer virar um acumulador, você só precisa de dinheiro).

7. Não se deixe levar pela tentação. Quando você está falido, tudo de mais legal pode rolar: shows, baladas, peça de teatro... Mas saiba que a cultura é cíclica e, a menos que você queira ver o último show do Rolling Stones na vida, você vai conseguir ver esse show, peça, balada de novo. É só ter paciência. E se não rolar de novo, FODA-SE. Você sobrevive.

8. Visite seus amigos. Nada melhor que socializar e gastar pouco. Mais válido que meter geral num boteco, é receber ou ser recebido em casa.

Por enquanto é isso. Mas em breve compartilharei mais dicas desse manual de sobrevivência. Keep calm and carry on, diriam os soldados da rainha. Eu digo: não se desespere! Economize e tudo vai dar certo :)

15 de mai de 2013

How I met your mother: eu tentei


Depois de anunciarem que a nona será a última temporada da série How I met your mother, eu desenvolvi um interesse sobre a série. Antes de me aprofundar, eu só quero dizer que este não é um blog sobre seriados, só coincidiu de eu ter dois posts seguidos sobre o assunto. Ah, e fique tranquilo, aqui não tem spoiler.

Eu separei os cinco primeiros episódios da primeira temporada para ver. Só uma pequena contextualização: eu nunca consegui ver mais que 5 minutos na televisão. Sempre que estava passando, eu achava bem chato, não sei, eu acho que devo ser amarga, pois essas coisas de casal engraçado (vide meu ódio por Leonard e Penny) me deixam num tédio sem tamanho. É qualquer coisa, menos engraçado.




Eu acho o Jason Segel um fofo, a primeira coisa que me chocou foi saber que ele não era o protagonista. Eu sei, a série já está na oitava temporada, mas eu juro que eu nunca saquei quem era o "Father" da história. Me julguem. 

O episódio piloto eu achei uma merda, não consegui rir em nenhum momento e, confesso, eu nem vi até o final. Mas persisti e coloquei o segundo. Achei um pouco melhor, mas olha, o meu nível de bode foi subindo num estremo que me deu até fome, frio, coceira, sono, tudo que poderia acontecer para desviar minha atenção da série, aconteceu.

Quer saber? Não vou ver essa merda. Podem falar o que for, eu tentei. Eu sei, não vi o suficiente, mas eu NÃO CONSEGUI. Cara, não é como Dexter, que é longo, mas sempre tem um gancho interessante. Ou até mesmo o Big Bang Theory, que tem as piadinhas óbvias, mas que, ao menos, fazem rir. Essa claque do How I met your mother é comandada pelo Liminha. Sério. Eu não iria ter o dom do timing da piada deles.

Era pra rir? Putz... Foi mal, diretor!

Eu sei que me referi à série como "essa merda", mas quero dizer que o plot é interessante, só não me agradou a execução. Eu acho que eu não nasci para sitcoms, sei lá, talvez eu seja uma pessoa de telenovelas mesmo. Mais um para minha lista de "eu tentei", depois de Friends, Grey's Anatomy, Game of Thrones, Vampire Diaries, Gossip Girl e Girls.

Desculpa Brasil, desculpa Bial.


13 de mai de 2013

Minha relação de amor e ódio com “Big Bang Theory”


Quando a série começou, em 2007, eu não tinha TV a cabo. Estava me mudando para Curitiba, terminando um namoro, saindo do emprego. A minha vida não estava para coisas novas. Assisti pela primeira vez no final de 2008, o primeiro episódio, baixado pela internet.  No momento, alguns amigos já estavam curtindo a série. Eu achei uma bela duma merda. O tempo passou, eu voltei para São Paulo, tinha TV a cabo em casa e, às vezes, assistia a série quando acabava 2 and a half men (com Charlie Sheen).

Em 2011, porém, soube que algo novo tinha rolado. A minha ídola da infância, a eterna Blossom, tava na série. Aí comecei a assistir desde o episódio que ela entrou e estou amarradona até hoje. Ela salvou a série, para mim, pelo menos. Eu acho que, antes dela entrar, a série era muito ao redor da Penny e do Leonard e eles são chatos para caramba. Eu também odeio o Sheldon, mas acho que com a Amy ele fica ótimo, deu um tom humano ao cara.



Eu gosto do Howard e acho o Raj ok, mas seria melhor se ele fosse o gay nerd da série. Infelizmente os roteiristas já arrumaram uma menina para ele, uma pena. Só para quem é fã da série não me achar mala, eu não to querendo fazer papel de crítica, estou expressando a minha opinião.

Para mim, Big Bang Theory só virou uma série depois que a Mayim Bialik apareceu. E acho que muita gente concorda, pois ela está ganhando cada vez mais espaço nos episódios. Eu espero que ela apareça na capa do DVD da próxima temporada (e não o Leonard e a Penny). 

12 de mai de 2013

5 músicas de cantoras pop que eu curtia, mas parei de escutar porque são muito babacas (machistas)


Eu sou uma pessoa que sempre que não está falando, ou assistindo alguma coisa, está ouvindo música. Até tenho uma playlist que se chama “dormir” que são músicas que eu escuto antes de ir dormir e têm o timing certo para acabar quando eu já estiver dormindo profundamente.

Aos 6 anos, eu gostava muito de Xuxa, Sérgio Mallandro, Balão Mágico, Queen (mamãe tem bom gosto) e Mara Maravilha. Conforme fui adquirindo meu próprio gosto musical, mas sempre sendo influenciada pelo meio em que vivo, a sociedade e a mídia, comecei a levar em conta o conteúdo das letras. Se eu achasse o conteúdo legal, mesmo que o cara não estivesse falando nada (check my machine, por exemplo) e o ritmo fosse bacana, colocava entre meus preferidos.

Aí aprendi inglês e comecei a traduzir letras. Algumas não faziam muito sentido, afinal, era adolescente, outras eram babacas demais, mas o ritmo valia à pena. Agora, com 27 anos, eu me considero eclética, mas ainda com aquela coisa de não engolir o que vai contra o que eu acredito. Sou grande fã de música pop, mas, dia desses, ouvindo uma música da Katy Perry, comecei a me sentir muito mal: EM QUE MOMENTO EU NÃO TINHA ENTENDIDO O QUE ESSA MULHER ESTÁ CANTANDO?

Aí comecei a rever algumas músicas pop que eu curtia, prestando atenção na letra. Decepção profunda. O ritmo é muito legal, mas eu, como mulher, não consigo ouvir certas coisas e agir como se “tudo bem, é só ignorar o que ela diz”. Vou expor 5 exemplos:

1. Katy Perry “I kissed a girl” (essa é só uma de quase todas dessa cantora que só fala chorume, machistinha demais), trecho em destaque:

“It's not what good girls do
Not how they should behave
My head gets so confused
Hard to obey”

A música em si é legal, se você ouve de primeira acha até que tem um Q libertário, aí você presta atenção e vê que a menina não nega que é filha de pastor. Quer dizer que uma menina que beija outra menina não é boa? Quer dizer que todas as mulheres que beijam uma desconhecida estão agindo errado?

2. Ke$ha “Kiss N Tell”, todas da Ke$ha são babacas, mas nem todas machistas. Não diria que ela é uma feminista, ela apenas não está nem aí. 

“I never thought that you would be the one,
Acting like a slut but now it’s gone,
Maybe you shouldn't kiss n tell,
You really should've kept it in your pants,
I am hearing dirty stories from your friends,
Maybe you shouldn't kiss n tell”

A menina pega um cara com o pipi pequeno e... Age como um menino machista quando fica com uma garota que se nega a fazer sexo com ele. Deprimente.

3. Lady Gaga “Monster”, apesar dela não ser tão babaca como as supracitadas, essa música machuca meus ouvidos, principalmente neste trecho:

“He licked his lips, said to me:
"Girl you look good enough to eat"
Put his arms around me
Said: "Boy now get your paws right off me"”

Fia, pega os panos de bunda e vá embora, não dá mole para um cara que fala assim com você. A música inteira ela fala de quão escroto e monstro o cara é e ele acabou a conquistando. Coerência?

4. Beyoncé “Run the World”, o que era pra ser uma ode às mulheres, porém:

“Boy I'm just playing
Come here baby
Hope you still like me
If you pay me”

A música fala que se você for gostosa e rebolar, você pode ganhar o mundo. Mas as mulheres não “comandam o mundo” por isso. Aliás, as mulheres não comandam o mundo, o dinheiro comanda.

5. Britney Spears “Radar”, a Neide, assim como a Perry, também tem uma família cristã. Só que a da Britney é bem menos estruturada. Pode-se notar, afinal:

“His eyes see right to my soul
I saw and lose self-control
Catch me looking again
Falling right into my plan”

Essa música é sobre uma gold digger, uma pessoa que quer dar o golpe do baú. Até aí ok, se o background da Britney já não tivesse um hit me baby one more time, um slave 4 you, um criminal... Ela apenas existe para agradar alguém – que não é ela mesma.


Eu sei que existem milhões de músicas de milhares de cantoras, cantores, bandas que eu poderia colocar aqui. A questão é que eu gostava de ouvir essas músicas, mas eu não posso ignorar essas letras. Se você também já se sentiu assim, compartilhe sua experiência! Eu tenho uma lista enorme de músicas para "ignorar a letra", quem sabe essa lista não aumenta?

9 de mai de 2013

O que se pode levar da vida?

Quando penso que eu poderia estar melhor na vida, se minhas escolhas tivesem sido diferentes, me dá uma sensação muito estranha. É porque é fácil se sentir insatisfeito, é só desejar o que ainda não tem. Ficar feliz pelas pequenas conquistas é muito mais difícil- mas torna a vida muito melhor.

Às vezes a vida nos coloca em desafios, às vezes nós colocamos desafios onde eles não existiam, essa história de que a vida seria melhor se fosse diferente é verdade, mas também é mentira. Tudo é uma questão de ponto de vista.

Pensando na existência como um estado passageiro, recomendo que exercite levar algo positivo em cada experiência. Hoje mesmo eu estava muito desanimada, meu computador quebrado, eu sem emprego, num país em que mal falo o idioma... tudo parecia ir de mal a pior. Mas, olhando de uma forma menos dramática,  essa situação é momentânea, as dificuldades fazem parte de nosso aprendizado e eu quero compartilhar com você a sensação boa que me veio depois de refletir sobre tudo isso e chegar à uma conclusão positiva.

Dessa vida não se leva nada, só se deixa. É melhor deixar coisas boas pelo caminho!

6 de mai de 2013

A vida em cor de rosa

Fico pensando o quanto a internet deve ajudar a construir sonhos, trazendo histórias legais e de sucesso, gente que fica rica aos 16 anos, pessoas que aprendem coisas novas sem sair de casa. "O milagre da tecnologia".

E claro, não sou nenhuma Pollyanna, sei que o número de pessoas deprimidas deve ter só aumentado desde que as redes sociais se popularizaram ao redor do mundo. Desde fãs frustradas por não ter seu tweet respondido por seu ídolo até senhoras que clicam no prêmio de milhonésimo acesso e "ganham" um vírus que acaba com o computador delas.

Assim como na vida real, a vida virtual é cheia de tristeza, tragédia, sofrimento... Mas o bizarro é que a maior parte da tristeza online é causada pelo simples motivo de você não ter a vida que gostaria de ter. E eu digo isso com total propriedade.

Eu sei que a maioria das pessoas parece ser mais do que realmente é e sei que eu mesma causo alguns sentimentos não muito nobres em algumas pessoas, mas isso é algo que veio com a "vida virtual", portanto um novo trauma a ser tratado pelos especialistas e superado por nós, meros humanos com subvidas sem graça.

A exposição online é uma opção e as pessoas geralmente optam por mostrar o que está acontecendo de melhor, mais legal, mais relevante. Isso não significa que tudo está perfeito. Eu sei que tem gente que não liga se a vida do outro vai bem ou mal, mas, a partir do momento que você perde seu tempo num Instagram, Twitter ou Facebook alheio, você deve colocar este filtro em sua mente antes de se contaminar pela fúria maligna da inveja, frustração ou recalque.

Eu estou aprendendo isso a duras penas, vivendo na Europa onde tudo poderia ser melhor, se... se tanta coisa que eu não tenho nem vontade de escrever aqui. Fiquemos apenas com a parte boa, essa vale a pena ser falada.


1 de mai de 2013

1 de maio e a luta pelo direito de se divertir

O primeiro dia de maio simboliza a luta pelos direitos dos trabalhadores. Atualmente, grande parte dos trabalhadores têm seus direitos garantidos, mas sempre há o que melhorar, por isso fazem protestos no mundo todo. Além dos protestos, a data conta com muitas festas.

Aqui em Berlim o protesto e a festa andam juntos e são tradicionais. O bairro de Kreuzberg é palco e passarela para milhares de pessoas que aproveitam o dia do trabalho para protestar contra o governo, as empresas e a polícia, além de poder escutar todo tipo de música a cada 100 metros. Quando eu digo todo tipo de música, eu realmente quero dizer TODO tipo de música.

Nas 10 horas que passei por lá (pouco tempo, já que a festa começa na noite do dia 30 de abril) ouvi samba, folk, rap, rock, ska e até country. As pluraridade e a heterogeneidade das pessoas fazem o evento ser ainda mais especial. Você acha muçulmanos, punks, pais de família e jovens bêbados coexistindo no mesmo espaço e quase sem nenhum conflito. Eu digo quase porque, pode ser, que houve algum problema, mas eu, sinceramente, não vi nada de errado.

Berlim é uma cidade muito barata e você imagina que, num evento, os preços poderiam subir, já que ambulantes aproveitam para vender bebidas e comidas para os transeuntes. Errado. Tudo estava ainda mais barato, pois a classe trabalhadora merece comemorar bastante sem gastar muito. E eram coisas de ótima qualidade!

Fiquei muito feliz de fazer parte deste momento na cidade, me lembrou a virada cultural de SP, numa proporção menor. Os resquícios do protesto estavam apenas nas placas e nos adesivos nas ruas, a polícia estava ao redor do evento, mas não lá dentro. A civilidade fala muito mais alto para eles, portanto todos respeitaram o patrimônio público e privado. Um grande exemplo! Protesto sem quebra-quebra, festa com bebida e sem brigas... Berlim é um lugar fascinante!